De onde vim: Nasci num ensolarado domingo de dezembro no Rio de Janeiro
Idade:32 anos
Melhor presente: Minha filha
Como Sou:intempestiva, ousada, bem humorada, geniosa, divertida, amante do bate-papo com amigos, Adoro um sol, Amo viajar, acampar, bike, ler, dançar muito.
Uma frase sobre mim:Os meus amigos não possuem defeitos; meus inimigos se não tiverem eu arranjo!
Meu refúgio:Ilha Grande
Meus defeitos: Ah, não conto nem sob tortura.
Minhas qualidades:Assumir meus erros e não ter vergonha de voltar a trás.
Comida preferida:Adoro comer, mas sou alucinada por comida japonesa.
Bebida Preferida:Chopp sempre, seja verão ou inverno; mas um vinho é muito romântico também.
Gosto:Pessoas do bem, Divertidas, Viver, Olhar o mar, Piscina, Dormir muito, Acordar tarde, Rir sempre, Armário arrumado, Fazer mala, Salto alto, Decotes, Beijar na boca, Namorar
Não Gosto:Gente chata, Mal humorada, Dormir e acordar cedo, Ficar triste, Bagunça, Desfazer mala, Dias cinzas, Claridade para dormir



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Continuando parte III

Pedir chope sem colarinho
Não precisa repetir, a gente sabe que chope que é chope TEM colarinho. Está bem, é a espuma que mantém o sabor e a temperatura, blablablá, patati-patatá etc. Mas, e daí? De repente, é a impressão de ter o copo mais cheio. Ou, quem sabe, o gosto do carioca é apenas diferente. O fato é que aqui se pede chope sem espuma, ponto final. E não se fala mais disso.

Orgulhar-se do Teatro Municipal
Por causa daquela escadaria, daqueles mármores, daquela abóbada... O Municipal é chiquérrimo e tem uma programação popular exemplar — amanhã, por exemplo, Paulinho da Viola se apresenta com a Velha Guarda da Portela e a OPPM, com ingressos a partir de R$ 2.

Se perder a caminho de Barra de Guaratiba
Os amigos fazem mapas e dão referências, mas quem vai pela primeira vez a um restaurante por lá acaba se perdendo — seja porque esqueceu de virar na placa de “Vendo mel” ou porque se encantou com a paisagem. O Bira talvez seja o mais escondido. E, para o Rio Show, é o melhor.

Bira: Estrada da Vendinha 68-A, Barra de Guaratiba — 2410-8304. Qui e sex, do meio-dia às 18h; sáb e dom, do meio-dia às 20h.

Ter a sua loja de sucos preferida

Não, não são todas iguais. Nem os sucos são sequer parecidos. Tem aquelas onde o de manga, por exemplo, vem mais ralo. Tem outras onde, por mais que se peça o contrário, a bebida vem com açúcar. Tem as caras e as baratas; as limpinhas e as sujas. Não interessa: cheias de personalidade, as lojas de sucos são todas diferentes. Descobrir qual é a sua é um exercício de cidadania carioca.

Sonhar com o dia em que o metrô vai chegar à Barra
Precisa explicar por quê?

Ir à praia mesmo com o mar poluído
Carioca, carioca mesmo, não consegue acreditar que possa pegar uma doença em águas tão queridas. Coliformes? Língua negra? Hã?

Ter boas lembranças do tempo em que o mate e o limão só eram vendidos em galões de alumínio
"Olha o mate, olha o limão!” Carioca de verdade não esquece o grito da legião de ambulantes que equilibrava os barris nos ombros e servia os refrescos em cones de papel.

Ver uma das capivaras da Lagoa
Não porque ficou de tocaia, mas porque mora no Rio e não raro uma das duas capivaras está lá, à disposição do olhar. O macho mora em frente ao Parque do Cantagalo e pode ser visto no começo da tarde. A fêmea mora perto do Vasco e aparece ao crepúsculo.

Capivaras: Parque do Cantagalo, na Av. Epitácio Pessoa. Clube de Regatas Vasco da Gama, na Av. Borges de Medeiros.

Almoçar ‘salgado e refresco a R$ 1’

Sabe aquele papo de “não tenho tempo para nada”? Pois é a melhor desculpa para saborear - é, saborear! - a onipresente promoção do “salgado e refresco a R$ 1”. Nada melhor que uma boa desculpa para cair de boca na junk food à carioca. A tal promoção está em todos os botequins, em todos os bairros. Escolha a sua e boa sorte.

Tomar sustos freqüentes com a beleza da cidade
Basta lembrar da saída do Túnel Rebouças na Lagoa. Ou do momento em que o carro entra na avenida que margeia a Baía de Guanabara, na Urca. Ou do oceano visto do Elevado do Joá. Ou da Prainha surgindo na estrada para Grumari. Essas paisagens são velhas conhecidas e, no entanto, continuam nos surpreendendo.

Comer pizza no balcão da Guanabara
A pizza servida no balcão é melhor que a servida na varanda (o salão, todo mundo sabe, é para turistas). Analistas sérios dizem que é porque ela chega mais rápido para quem está de pé. E discutem isso no balcão da Guanabara, claro.

Pizzaria Guanabara: Av. Ataulfo de Paiva 1.228, Leblon — 2294-0797. Diariamente, das 9h ao último cliente.



- Postado por: Confidente às 02h32
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Continuando parte II

Garimpar na Saara
Precisa ter fôlego para percorrer vielas quentes, apertadas, lotadas de consumidores ávidos, entre a Rua Uruguaiana e o Campo de Santana, no Centro. Horas depois, volta-se para casa com sacolas e sacolas cheias de flores de plástico, camisas costuradas em 1974, anáguas que viram saias, cortinas de plástico para banheiro, tapetes de grama artificial etc etc etc. Tudo por uns R$ 50, no máximo.

Adorar filé com queijo
Esqueça o salmão defumado com cream cheese na ciabatta . Ignore o brie com damascos e não dê a menor bola para o prosciutto , as endívias e a focaccia . O sanduíche preferido do carioca leva filé mignon, queijo derretido e, no máximo, uma rodela de abacaxi, como na imbatível versão do Cervantes.

Cervantes: Av. Prado Junior 335, Copacabana — 2275-6147. Dom e de ter a qui, do meio-dia às 4h; sex e e sáb, do meio-dia às 6h.

Dar a volta no flanelinha

É um rito de passagem fundamental, pois nada se compara à felicidade de arrancar com o carro sem perder suados tostões para os marmanjos que loteiam as ruas. Se ajudassem, o.k. Se prevenissem assaltos, melhor. Mas é só dar as costas que os caras somem. Dar a volta no flanelinha funciona como terapia e um ritual de iniciação para quem quer ostentar o título de carioca.

Convidar para a sua casa alguém que você acabou de conhecer
Sem dúvida, um monumento à carioquice. Dos mais bacanas, por sinal, como cadeira na calçada em dias de muito calor e chopinho depois do trabalho. Mais bacana ainda quando o convite não é apenas gentileza de ocasião.

Viver esbarrando em conhecidos
Você vai comprar um remédio na farmácia da esquina e, pimba!, lá está aquele colega de trabalho. Segue para aquela caminhada na praia e, voilà !, esbarra na ex-namorada. À noite, no Baixo Gávea, está todo mundo lá — inclusive aquele amigo da escola sumido há anos. Não tem muita explicação, é coisa de balneário. Ainda bem.

Ter tomado um porre inesquecível de batida do Oswaldo
Os mais novos podem não saber disso, mas o Bar do Oswaldo, perto da famosa rua dos motéis, na Barrinha, teve dias de glória. A docíssima batida de coco, digno exemplar da era que antecedeu o boom da gastronomia, é um ícone.

Bar do Oswaldo: Estrada do Joá 3.896, Barra — 2493-1840. Diariamente, do meio-dia às 2h.

Levar uma cantada de um operário de obra

A cidade tem muitos canteiros de obras, os rapazes trabalham entre parceiros do mesmo sexo, o calor é grande... Sabe como é. Levar uma cantada de um deles é tão comum que chega a ser frustrante jamais ter ouvido um “Você é a nora que mamãe pediu a Deus” — isso nos casos mais elegantes, é claro.

Ficar sabendo dos programas da noite na praia
Só fica em casa quem não encarou o teste da areia, nem que tenha sido à tardinha, só para se informar.

Ignorar os panfleteiros
É como dar a volta no flanelinha, mas com culpa, muita culpa — afinal, o cara está trabalhando, e passar o dia em pé distribuindo papeizinhos na calçada não deve ser mole. A questão é que carioca não tem tanta jóia para atender aos reclames de "Compro ouro" nem está tão a perigo a ponto de acreditar nos panfletos de "Trago a pessoa amada em três dias". CHEGA!

Comer o cabrito do Capela
Um clássico tão clássico que é anterior ao surgimento da palavra colesterol. Pode até pesar no estômago; no bolso pesa muito pouco, pois o cabrito do Capela - carioca se recusa a chamar o tradicional restaurante de Nova Capela - é facilmente divisível por três.

Nova Capela: Av. Mem de Sá 96, Centro — 2252-6228. Diariamente, das 11h ao último cliente.



- Postado por: Confidente às 02h31
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Gente, eu sei que desabafei ainda pouco, sei também que outro dia falei da violência mas ser carioca é isso. Reclamar porque nosso Rio de Janeiro tem problemas e queremos melhorá-lo. Nossa Cidade Maravilhosa é mesmo muito especial.Por causa disso, venho agora me redimir das reclamações que já fiz, e até das que ainda farei com um texto (Eeeenorrrrrrrrmeeeeeeeeeee) que saiu hoje no Caderno Rio Show do Jornal  O Globo.


O Carioca Essencial



Tomar um cafezinho no balcão
A gente ama café e recebe de braços abertos novidades com laivos de baunilha ou musgo, próprias para degustação. Mas cafezinho tem de ser tomado em balcão de botequim, em xícaras de louça grossa como as do Lamas. Frescura é bom e a gente gosta — mas, na hora do cafezinho, não.

Café Lamas: Rua Marquês de Abrantes 18, Flamengo — 2556-0799. Seg a dom, das 9h30m às 3h.

Ter uma história pessoal de assalto para contar
Essa, lamentavelmente, é fácil. Vai do cordão de ouro arrancado do pescoço no ônibus ao seqüestro-relâmpago, passando pelo assalto no sinal, com arma de brinquedo (ou não...) na cabeça. Essas histórias, seja numa festa, no trabalho ou no bar, têm audiência emocionada e profundamente respeitosa. Até alguém surgir com um caso mais cabeludo, é claro.

Orgulhar-se de ter sobrevivido a pelo menos dois dos itens abaixo:
( ) A guerra na Rocinha
( ) As enchentes de 1966, 1988 e 1996
( ) O Rock in Rio I
( ) A final da Copa de 1950

Ir ao Maracanã
Arrastão, briga, flanelinha, calor senegalês: nada disso parece im-portar. Quando se trata do maior estádio de futebol do mundo, carioca de verdade deixa a razão de lado, segura na mão de Deus e vai — nem que seja uma vez só. A vibração da galera (descrita sempre como indescritível) transformou o Maracanã num ícone urbano. Mas, atenção: só vale se for para ver futebol. Papai Noel, shows e que tais não contam.

Combinar um programa sem a menor intenção de cumprir
Atire a primeira pedra quem nunca mandou um “Vamos nos falar amanhã para marcar aquele jantar” ou um “Passa lá em casa para um café” sem estar exatamente torcendo pela concretização do programa. O pessoal de fora odeia — e até está certo. A gente se vê.

Ver um show na praia
É de graça, não tem muvuca (quer dizer, tem, mas ela se desfaz areia afora), a cerveja dos ambulantes é barata. Mas o cenário, lindo, lindo, é o que faz toda a diferença. Nunca foi? Então corra: amanhã tem show de Dani Carlos, João Bosco e Frejat — nesta ordem — no Posto 10.

Claro Solo: Praia de Ipanema, Posto 10 (em frente à Rua Paul Redfern). Sáb, às 18h.

Passar horas na fila para comprar ingressos com antecedência para o ‘Festival do Rio’
Parece coisa de paulista (ou mineiro, baiano, paraense, pernambucano... Gente que se programa com alguma antecedência, enfim). A diferença é que, mesmo depois do sufoco, o carioca pode desistir de ver o filme na hora: “Ah, fui à praia e acabou me batendo uma preguiça...”

Esbarrar em uma celebridade e nem ligar
O Rio em si é uma estrela que sempre atraiu estrelas. Por que, então, ficar todo serelepe quando o Chico Buarque adentra o restaurante? Ou a Malu Mader? Ou o Romário? Até porque nove entre dez celebridades nacionais vivem aqui. Ah, quem apenas finge que não está nem aí ainda tem muito chão a percorrer até atingir a genuína carioquice.

Fazer o pedido no Bar Lagoa sem precisar olhar o cardápio
Carioca praticamente nasce conhecendo de cor o menu do Bar Lagoa. Sabe que o bife à milanesa e o salsichão com salada de batata são AS pedidas — e, no segundo caso, sabe que é mais pela salada de batata, cheia de mistérios em sua preparação.

Bar Lagoa: Av. Epitácio Pessoa 1.674, Lagoa — 2523-1135. Seg, das 18h às 2h; ter a dom, do meio-dia às 2h.

Conhecer alguém que esteve na final das eliminatórias da Copa de 1970
Neste dia, o Maracanã bateu o recorde de público, abrigando mais de 180 mil pessoas. As histórias são as mais escabrosas: gente espremida nas arquibancadas, túneis do estádio congestionados, calor insuportável... Mas dá uma inveja danada.

Matricular-se pelo menos uma vez numa academia
Não dá para agüentar a visão dos corpos fantásticos que desfilam diante de nós sem sonhar em ficar, no mínimo, parecido. E, no caso, sonhar custa uma matrícula e uma mensalidade. Procurar uma academia, contar para todos os amigos, freqüentar (mal) durante um tempo e cair fora já vale.

Aplaudir o pôr-do-sol no Posto 9
Este é um mico do qual, há décadas, não dá para escapar. Mas, sejamos parciais: é dos micos mais simpáticos que há, e a cara do verão no Rio. Confessa, vai: em algum momento da sua vida você já aplaudiu o pôr-do-sol no 9 — nem que tenha sido com a desculpa de acompanhar a galera.

Subir a Pedra da Gávea
Taí um programa que vale como passaporte para a carioquice. Com amigos, com instrutores, com a namorada... Só sabe do que estamos falando quem já esteve lá em cima. O alpinista Daniel Towersey conduz a escalada, e amanhã é dia. Basta ligar e marcar.

Daniel Caminhadas: Sáb, a partir das 8h. 2617-6563 e 9961-6898. R$ 80 (individual) e R$ 250 (grupo de cinco pessoas).

Incorporar gírias da malandragem
“Perdeu”, “já é”, “é nóis”, “vaza!”. Os puristas de-tes-tam, não sem razão, mas... Perdeu: a gíria carioca, que dribla a concordância, nasce nas ruas, com a malandragem. A democracia em versão carioca faz com que os filhos das melhores famílias se sirvam das gírias bandidas sem pudor. Um “vaza!” aqui e um “já é” ali violam o vocabulário da turma. Depois, o resto do Brasil imita.

Comer um podrão na madrugada
Sabe de alguém que morreu depois de comer um cachorro-quente com queijo parmesão, milho, ervilha, cebola, batata-palha, passas e ovo de codorna? Pois é. Podrão é ótimo, especialmente em madrugadas de muita gandaia e pouca grana. Carioca chama o dono das kombis que o vendem pelo apelido e vive atrás de novidades na baixa gastronomia urbana, que é extensíssima.

Ter uma praia
Como não ter uma praia no Rio? São muitas e são lindas, mas cada um elege a sua, e defende com unhas e dentes as qualidades superiores que ela tem. O povo do Pepê, por exemplo, não vai à praia em Ipanema jamais.



- Postado por: Confidente às 02h27
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Boa noite a todos!
Sei que estou em débito com todos, mas esses últimos dias foram de correria total.
Era imposto de renda pra fazer, minha acupuntura, comecei a fazer RPG, minha tia viajou e eu além de fazer rango todo dia, arrumar a casa e lavar roupa, ainda tive que levar a filhota todos os dias ao ballet.
Mas já já tudo volta ao normal.

Mudando de assunto, ontem rolou um stress com minha amiga Vera na C&A. Ela comprou umas peças e levou para experimentar em casa. Não ficou legal e ela foi trocar uns 2 dias depois.
Chegou lá e nem deram atenção, foram ríspidos e ela não teve dúvidas e chamou a polícia.
Na mesma hora me ligou pedindo para eu ir me encontrar com ela.
Claro que fui né? Depois de algumas argumentações a gerente da loja pediu até perdão e trocou tudo.
Agora o que me chocou nem foi essa história. Quando saímos da loja, tinha uma gangue de pivetes adolescentes simulando uma briga. Claro que o intuito era desviar a atenção de quem passava para furtar os desatentos. Logo depois da C&A, quase na esquina, 5 guardas-municipais estavam observando a cena. Quando estávamos passando por eles, fomos chamadas. Galera, leia o diálogo que rolou: "Senhoras, não sigam agora, esperem um pouco". Claro que eu nao consegui ficar calada né? e disse: "Não acredito que um guarda-municipal, responsável pela segurança do município esteja me dizendo para não seguir, por causa dos pivetes." E ele sem jeito disse: "Senhora, o Sr. Siro Darlan não permite que se faça nada contra esses marginais. Se a senhora seguir e algo acontecer, não poderemos fazer absolutamente nada".
Vocês acreditam nisso?? Pois eu custei a crer. Mas é a mais pura verdade. Estamos entregues aos pivetes, marginais e a impunidade.
Desculpem-me o desabafo, mas essa de ontem passou das medidas.
Beijocas



- Postado por: Confidente às 22h40
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